Impulso da meia noite

Estou ainda tentando arrumar toda bagunça que eu fiz.

Noite e dia eu penso no que não tenho como voltar atrás para te sentir mais feliz.

Relembro as conversas notei, vacilei

Me queimei quando te chamei

No fim, te soltei e me afundei.

O que eu chamava de liberdade

se confundiu com palavras que

não rimam nem combinam.

Eu errei

Seis da manhã te chamando…

Fico querendo saber como você está

mas isso agora também virou errar.

Penso, não nego

Digito seu número de volta na agenda, te espero

Caso aconteça, não me atenda

Não posso e não quero

Foi tudo um desespero.

Beatriz Corbal.

triste pra sempre

Hoje eu queria tá bem
Pra te levar por aí
Ser engraçado, bem disposto
E te convencer de mim
Eu entendo querer mais
Por isso eu parei de ligar
E a fundo seguindo pessoas que odeio no meu celular

Eu quero ser maior
Eu quero ser melhor
Me quero mais bonito
Eu quero estar contente
Mas eu simplesmente não consigo

Eu ando pela rua
E nada mais me surpreende
Eu era melhor no passado
Do que eu sou no presente
Tenho medo de ser só isso
Minha vida daqui pra frente
Porra, eu não quero ser triste pra sempre

Eu passo o dia dormindo e a noite acordado com medo
Sou um anti-herói em queda
Na mira de um arqueiro
Isso é um pedido de ajuda
Tem alguém aí que me entende?
Me beija na boca e me salva
Porra, eu não quero ser triste pra sempre

monstros

Sinto um nó na minha garganta
A voz treme ao sair
Debaixo da cama, os monstros
Me impedem de dormir

Me sinto só desde criança
Mesmo com gente ao meu redor
Sempre lutei por liberdade
Mas ser livre me fez só

Aah! Eu tenho fogo no olhar
Aah! De pés descalços vou à caça
Aah! Pra encontrar o meu lugar
Eu abraço a escuridão que sempre se fez o meu lar

Agora eu corro com meus lobos
Danço ao redor do fogo
Bem nos olhos vejo os monstros
Que insistem em me encarar

Sempre me acharam louco
Por querer ser mais um pouco
Sei que eu tenho os meus monstros
Mas continuo a caminhar